"Isto aqui é um mundo onde um homem começa vida nova,
Uma vez que tenha pago o preço da passagem...
Juntos estão um nobre e um devedor de Newgate.
E qual dos dois pode provar quem é o melhor? Não tentarei."
(Poema de Stephen Vicent Benet. COMMAGER, H. S. e NEVINS, A., Histórias dos EUA, Bloch Editores, p. 32.)
(Poema de Stephen Vicent Benet. COMMAGER, H. S. e NEVINS, A., Histórias dos EUA, Bloch Editores, p. 32.)
O continente americano até o ano de 1600 era um território totalmente selvagem. Contudo, nos três séculos que se seguiram, esse território passou a ser o local de refugio e fonte de riqueza tanto para aventureiros como para colonizadores. Ao longo da costa atlântica com seus quase 2100 km do norte ao sul, esse território forneceu as bases por meio da Liberdade política, econômica e religiosa para o surgimento de uma nova Civilização, a partir da formação das 13 colônias de povoamento.
Diferente do que ocorria nas outras colônias espanholas e
portuguesas no Novo Mundo, devido à sociedade inglesa, estar em processo de
formação do seu Estado Nacional, o início da emigração para o continente
americano não era patrocinado pelo governo e sim por grupos de investidores
burgueses e monarcas, cujo maior interesse era o lucro.
Com a autorização do Rei Jaime I, por Carta Régia, foi
criado duas Companhias de povoamento a de Londres e a de Plymouth, com direitos
do Monopólio do Comércio e da Colonização. As terras localizadas entre a Flórida
e o Rio Potomac ficaram sob o controle da Companhia de Plymouth e, a região
situada entre o Cabo Fear e Nova Iorque, que mais tarde ficou conhecida como “Nova
Inglaterra” passou a pertencer a Companhia de Londres.
Devido à transição do sistema feudal para o capitalismo, no
século XVII, a Inglaterra passava por uma crise econômica e social. Pois a
servidão camponesa e o sistema parcelário e comunitário de cultivo, que era o
modo de produção feudal daquele local e período, foi sendo substituído pelo
trabalho assalariado e um sistema de produção voltado para o mercado.
Na formação das grandes propriedades particulares
capitalistas, principalmente para a produção da lã para a indústria têxtil,
houve a necessidade da implantação do sistema conhecido como cercamento dos
campos na zona rural, os chamados “enclosure lands”. Com essa prática, ocorreu
a desapropriação dessas terras devido o cancelamento dos contratos de
arrendamento, gerando um numeroso contingente de desocupados que não
conseguindo trabalho nos campos nem nos centros urbanos, foram sendo atraídos
para a América.
Uma estratégia utilizada pelas Companhias, desde o início de 1600, para atrair os
colonos para a colonização do Novo Mundo foi, a de oferecer o financiamento das
despesas da viagem. O novo colono com a intenção de levar junto sua família e
não possuindo condições financeiras, assinava um contrato comprometendo-se a
trabalhar na colônia de quatro a sete anos para o pagamento da divida. Essa
prática foi chamada de Servidão por Divida. Após o fim desse prazo o colono
ganhava a liberdade e, em muitos casos também recebiam uma pequena área de
terra. Quando isso não ocorria, ele acabava adquirindo suas terras na própria
colônia ou nas colônias vizinhas. Conforme alguns autores, cerca de 70% dos colonos que
chegavam ao continente americano eram na
condição de Servos de Contrato.
Havia outros casos em que a pessoa podia tornar-se servo
dentro da colônia, tendo que prestar serviços por um período que variava de
sete a quatorze anos ou por toda a vida. Mesmo contra a vontade do indivíduo a
servidão branca era aplicada, resultante de dividas ou delitos como furtos ou
desemprego ilegal. A servidão involuntária era outra forma de transformar o indivíduo
em servo, era aplicada a presos britânicos condenados a morte ou a sentenças
muito longas e, também a crianças oriundas de famílias muito pobres, que eram
raptadas.
Outro fluxo migratório para o Novo Mundo ocorreu devido a
perseguições política e religiosa, na Inglaterra, a burgueses e nobres puritanos,
presbiterianos, quakers e católicos. O destino desses novos colonizadores foram as
terras de Massachusetts, nas Colônias do Norte. Nessa história toda, a maioria dos colonos que chegavam até
então ao território americano eram ingleses. Porém, as Treze Colônias principalmente no século XVIII, passaram a receberam de forma mais intensa também imigrantes holandeses, irlandeses, escoceses, alemães e suíços. Que além das dificuldades econômicas, também eram vítimas de perseguições políticas e religiosas.
Além da imigração vinda da própria América, os pequenos e
médios proprietários de terras também desapropriados nas Antilhas, essa massa migratória foi
ainda mais intensa com a chegada de escravos negros vindos principalmente da
costa oeste da África. Regiões essas, desde o norte da Senegâmbia até o sul de
Angola que forneceram mão de obra principalmente para as Colônias do Sul.
Desde o início da colonização, no século XVII até a independência, conforme os colonos fixavam-se nas terras e nas condições favoráveis ao comércio ou ao cultivo da agricultura, o número de colônias aumentava e também diferenciavam-se político e administrativamente. As diferenças socioeconômicas e político-administrativa, classificaram-as em 13 colônias, agrupadas em 3 grandes grupos - as Colônias do Norte, as Colônias Centrais e as Colônias do Sul.
As Colônias do Norte, por ser composta de uma população homogênea quase que totalmente de puritanos ingleses, ficaram conhecidas como a Nova Inglaterra. Eram quatro - Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Connecticut. As Colônias Centrais - Nova York, Pensilvânia, Nova Jersey e Delaware, possuíam uma população heterogênea composta de holandeses, escoceses, irlandeses, alemães e muitos escravos negros. E as Colônias do Sul - Maryland, Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia com característica quase que exclusivamente rural possuíam suas classes sociais bem distintas formadas por aristocratas, comerciantes, artífices e escravos.
Desde o início da colonização, no século XVII até a independência, conforme os colonos fixavam-se nas terras e nas condições favoráveis ao comércio ou ao cultivo da agricultura, o número de colônias aumentava e também diferenciavam-se político e administrativamente. As diferenças socioeconômicas e político-administrativa, classificaram-as em 13 colônias, agrupadas em 3 grandes grupos - as Colônias do Norte, as Colônias Centrais e as Colônias do Sul.
As Colônias do Norte, por ser composta de uma população homogênea quase que totalmente de puritanos ingleses, ficaram conhecidas como a Nova Inglaterra. Eram quatro - Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Connecticut. As Colônias Centrais - Nova York, Pensilvânia, Nova Jersey e Delaware, possuíam uma população heterogênea composta de holandeses, escoceses, irlandeses, alemães e muitos escravos negros. E as Colônias do Sul - Maryland, Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia com característica quase que exclusivamente rural possuíam suas classes sociais bem distintas formadas por aristocratas, comerciantes, artífices e escravos.
A população do período colonial americano em 1620 era de 2 500
pessoas; 114 000 em 1670; quase 300 000 em 1720; e acima de 2 500 000 em 1775.
Um terço da população branca em 1775 não era de origem inglesa.
"A razão, ao que me consta, por que ides àquele país,
É o desejo de povoar essa terra longínqua e fazer uma nova plantação,
Onde tereis boa terra em abundância para plantar e cultivar,
A qual ninguém vos tirará nunca, enquanto assim o quiserdes."
(Balada inglesa do século XVII. MORISON, S.E. e COMMAGER, H. S., Histórias dos Estados Unidos da América, tomo I, p. 57.)

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